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... uma visita às tias na província de Saga, no Japão, mudou a vida da professora de história da arte, Hideko Honma. Lá o encontro com a família e o acesso aos manuscritos de um tio despertaram-lhe o gosto pela cerâmica. Foi assim, recuperando técnicas de queima e de esmaltação tradicionais, que Hideko ganhou uma nova profissão.
De volta ao Brasil, ela exercitou-se no torno e adaptou o processo oriental aos materiais abundantes no interior de São Paulo, onde instalou o ateliê.
Hoje, grama, folhas de bananeira, samambaias-do-mato e eucalipto queimados fornecem as cinzas com as quais esmalta e insere texturas e cores na sua produção.
Os contrastes entre o fosco e o brilhante e entre as cores tênues e vivas do esmalte são suas marcas. Da mesma forma que é constante a espiral com a qual a artesã assina seu trabalho.
Quando criança, o pai lhe dizia que este símbolo em suas digitais ajudaria nos grandes projetos de vida. Hoje ele aparece em cada peça que sai de seu forno.
Parte do texto da jornalista Isabel Gnaccarini para a Revista Casa Cláudia
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