Sou Matéria Mutante. Terra quente e seca. Receptáculo do repouso e do aconchego. Sinto-me revitalizada entre as mornas e úmidas mãos do artesão. Matéria mole, desmancho-me em devaneios e infinitas possibilidades de existência. Imploro o ar, sopro fresco universal. Alcanço assim a consistência das vontades efêmeras. Necessito passar pelo fogo restaurador.
O fogo das paixões arrebatadoras. Da sua magia e dos seus mistérios. Do fogo que consome, sinteriza, purifica e decide. Somente assim transmuto em matéria dura e resistente...
...para, finalmente, alcançar a eternidade.
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